Dica de estudo: conhecendo a Banca e deixando de "brigar" com a prova!

15/03/2017

 

Como professor de cursos preparatórios desde 2004 e Coach para Concursos Públicos, sou procurado pelos alunos para esclarecimentos a respeito das bancas examinadoras, perfil das provas e postura do candidato, o que entendo ser fundamental considerando que o nível de exigência dos Concursos Públicos em geral e também do Exame da Ordem bem como o profissionalismo dos candidatos aumenta ano após ano.

 

Todo aquele que deseja a aprovação deve estudar o perfil das provas/banca examinadora e não “apenas” o conteúdo do edital. Isso é estratégia!

 

Na dica de estudo de hoje, veja agora quais são os passos para conhecer a banca examinadora, identificar o perfil das provas e também uma importante reflexão sobre a postura mental do candidato perante o processo seletivo.

 

CONHECENDO A BANCA EXAMINADORA

 

Se por um lado é certo que o edital é a “lei do candidato” e seu conteúdo deve ser organizado/sistematizado de acordo com o perfil de cada concurso (recomendamos a leitura de todo o edital sempre e em um segundo momento o estudo dirigido), por outro não podemos ignorar que cada banca tem seu estilo na elaboração das questões, algumas prestigiam a jurisprudência (CESPE/CEBRASPE) e outras se apegam mais ao texto legal (FCC), dependendo do concurso.

 

Para conhecer o comportamento da banca em provas objetivas devemos realizar sistematicamente provas anteriores (de 3 a 5 provas, no mínimo). Quanto maior for o número de provas realizadas, maior a amostragem e por consequência maior a chance de acerto, lembrando que a repetição da matéria é cíclica. Você vai encontrar informações válidas sobre as bancas, inclusive aqui neste site, mas terá que fazer as questões você mesmo, não existe atalho.

 

Quando há mudança de banca, procure provas da banca atual do mesmo cargo/instituição/nível (técnico, analista, juiz, promotor, delegado,...) priorizando as mais recentes.

 

Respondendo várias questões, o candidato acerta e erra, naturalmente, mas acima de tudo, tem contato com as questões atuais, os pontos mais cobrados. Note que neste momento, até os erros são realmente úteis na memorização e treinamento, o que ajuda muito a percepção das chamadas “pegadinhas”, que na realidade nada mais são que falta de atenção ou conhecimento do candidato, mesmo que em certos casos fique evidente certa malícia do examinador. Quando a questão está errada ou falha, em regra temos a sua anulação.

 

NÃO BRIGUE COM A PROVA!

 

Sejamos francos: o candidato precisa ser avaliado e esta tarefa deve prestigiar seu conteúdo e raciocínio jurídicos e também a sua capacidade de atenção aos detalhes para evitar futuros prejuízos e desacertos profissionais no desempenho de funções de extrema importância social, então esqueça essa ideia de "pegadinha", não seja um vitimista, um "mimizento" como se diz (rs).

 

Se fulano passou em um concurso e não desempenha bem as suas funções é outra coisa e de modo algum isso deve ser desculpa para não se dedicar nos estudos.

 

Ficar reclamando ou se lamentando não leva a lugar nenhum, não traz nada de positivo e o que é pior: você regride como pessoa porque não encara a vida de forma adulta e deixa de usar o poder que existe em você.

 

É um equívoco pensar que a banca examinadora se esforça para criar questões mirabolantes para "te pegar", induzir a erro ou confundir: não brigue com a prova. O erro, a dúvida, a confusão ou a ignorância estão na sua cabeça e somente você pode tratar disso.

 

Ansiedade e tensão são naturais uma vez que somos verdadeiros "feixe de emoções", isso ocorre em maior ou menor grau com todos os candidatos, mas se o nervosismo em excesso está te atrapalhando só você pode aparar esta aresta, sozinho ou com auxílio de terceiro. (falaremos de inteligência emocional em outro post).

 

Sempre recomendo que o processo seletivo seja encarado como algo necessário, uma etapa na sua vida, como estímulo para seu crescimento pessoal e vou mais longe: Abençoe a sua prova acreditando que tudo correrá bem dentro da Divina e Perfeita Ordem!

 

Se você deseja vencer, deve ter uma postura vitoriosa!

 

É inegável - e porque não dizer óbvio - que tudo o que fazemos em nossa vida terá um resultado superior se o fizermos com atenção, cuidado, dedicação, amor, zelo. Com os estudos e as provas não é diferente! Se não foi dessa vez, não reclame, estude mais! Eu tenho gravada esta preciosa lição:

 

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Colossenses 3.23)

 

Faça bem a sua parte e confie! Se você não desistir a sua vitória chegará! As vezes precisamos parar um pouco, reavaliar objetivos, métodos e materiais de estudo, disponibilidade, para readequarmos nossa trajetória, isso é normal. 

 

Agora veja que o nosso cérebro é nosso maior advogado e sempre temos a tendência em projetar a culpa de nossos problemas, falhas e deficiências em fatores externos, em outras pessoas, mas a questão é simples: ou você sabe ou não sabe. Se a prova é difícil, a banca é exigente ou a concorrência é grande, se prepare mais. Ponto!

 

PREVISÃO DA MATÉRIA NAS PROVAS OBJETIVAS, DISCURSIVAS E ORAIS

 

Como mencionado acima, a recorrência de pontos específicos da matéria é usual, considerando que a equipe de profissionais envolvidos tem um corpo permanente que não muda de posição com muita frequência e que possui suas preferências e posicionamentos. Para a prova objetiva o caminho é fazer muitas questões, como já observado.

 

Para uma prova subjetiva a sistemática é semelhante mas deve-se procurar conhecer o perfil dos examinadores, áreas de atuação, artigos escritos. Se um desembargador escreve e atua muito na área de família é provável que trabalhe com temas desta área dada a sua maior predileção e intimidade com certas matérias.

 

A repetição das questões não é literal, mas os pontos/conteúdos se reiteram de forma clara sem desconsiderar a ênfase e o posicionamento em determinados tópicos de acordo com a função pretendida: Advocacia, Magistratura, Ministério Público, Defensoria, Carreiras Policiais, Carreiras Fiscais, etc.

 

Como exemplo, veja que em certos pontos de Direito Constitucional, Penal, Administrativo ou Tributário, a resposta (ou a expectativa do examinador) pode variar comparando uma prova para o Ministério Público com uma prova para a Defensoria.

 

Em provas discursivas e orais, outra dica é acompanhar a posição institucional nos sites oficiais, mas deixe para fazer isso quando já estiver nestas fases adiantadas. Estude o site do Tribunal, veja as notícias, projetos, presidência, estrutura, por exemplo. Mencioná-los de forma complementar na resposta mostrará que o candidato valoriza e busca conhecer a Instituição em que está pleiteando um cargo. Já vi isso acontecer em uma prova oral para Juiz Substituto e a reação do examinador foi muito positiva, mas cuidado para não ser um puxa-saco, para não forçar a barra. Veja quando isso é conveniente e nunca seja falso.

 

ESTUDAR POR DOUTRINA, LEI OU JURISPRUDÊNCIA?

 

ATENÇÃO: Noto que os alunos, em sua maioria, estudam a doutrina e depois, se der tempo, a lei. Erro grave!

 

De modo geral, para concursos que não exigem curso superior a recomendação é a leitura dos textos legais - que são muito valorizados nas questões - com apoio na doutrina. Porém, se você está se preparando para um concurso relacionado a Justiça Federal fique muito atento a jurisprudência, estudando com atenção os informativos (pelo menos últimos 2 anos) e as Súmulas das Cortes superiores. Se você está começando agora não se desanime, faça o cadastro gratuito no STF e STJ e passe a acompanhá-lhos.

 

Muito mais há para dizer, mas ficamos por aqui esperando ter ajudado você em sua caminhada. Se gostou do artigo, curta, compartilhe! Seu reconhecimento é o meu incentivo!

 

Bons estudos!

 

O interesse é o maior educador!

 

Prof. Pedro Luciano – Professor do Curso Luiz Carlos, Escola da Magistratura do Paraná, Aprova Concursos e FESP.

 

LEIA TAMBÉM:

As tentações quando estamos estudando

 

STF disponibiliza gratuitamente "Coletânea Temática de Jurisprudência: Direito Penal e Processual Penal - 2ª edição"

 

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